quinta-feira, 27 de outubro de 2016

O Troféu caro de Gertrudes
O baile seria  em um final de semana, a madrinha Gertrudes e seu namorido  Lodegero se preparavam para o grande dia. Gertrudes, inexperiente naquela escola, corria para todos os lados à procura de apetrechos  e objetos  para enfeitar a barraca, tudo conforme a caracterização do evento. Para os alunos, aquilo já era rotina na programação escolar, um festival bastante aguardado.
Chegou o tão esperado dia, a festa aconteceria à noite,  mas logo pela manhã, Gertrudes  e seus  discentes ornamentaram a barraca, assim como as outras equipes concorrentes, tudo deveria ser feito da melhor forma possível para  ser merecedor do troféu. A docente Gertrudes olhava com muita atenção o quesito de exigência para a disputa regional. Louças de porcelana, dançarinas de vaneirão e churrasqueiros para assar a carne  eram essenciais para atrair os visitantes para a barraca  e satisfazer  o gosto e sabor  tchê, da gauchada. As porcelanas Gertrudes  levou de casa e emprestou algumas das colegas, sob forte  recomendação.
A barraca parecia um lugar gaúcho, uma festa sulina, um pedaço do Brasil com suas bandeiras regionais, cores, costumes, culinárias e, é claro, o barril de chope, tudo muito colorido, à espera dos avaliadores, visitantes e  seus familiares.
A lua, na singela paisagem noturna, iluminava, juntamente com as estrelas no céu, aquela maravilhosa festa  cultural. No entanto, o momento mais esperado, ainda estava para acontecer, a entrega do troféu. Enquanto isso, na barraca,  os visitantes aproveitavam para apreciar os pratos típicos regionais, o artesanato, tomar um chope saborear o churrasco assado na brasa na companhia de seus familiares.
Na barraca de Gertrudes, havia tanta gente querendo churrasco que os alunos desistiram de assar e sumiram deixando a madrinha da turma na mão...Lodegero, vendo a preocupação da amada, se colocou à disposição para ajudá-la, mas sorrindo, disse que mais tarde queria que ela  pagasse umas cervejinhas para o namorido, que na festa estava todo “na beca”, de camisa mangas compridas, lindo e maravilhoso. Gertrudes aceitou a proposta e seu amado dirigiu-se até a churrasqueira para assar o espeto e não deixar faltar o churrasco para os clientes. Gertrudes tirou uns trocados no caixa para pagar mais tarde  os serviços do amado churrasqueiro.
Chegada a hora mais esperada, Gertrudes ouviu no microfone o locutor dizer que a barraca vencedora era a sua, pedindo à madrinha da turma que comparecesse até lá para receber as homenagens e o troféu. Lodegero  se dirigiu até a amada  para  cumprimentá-la  e a acompanhou até o palco para receber o troféu. A cerveja estava  garantida, pois Gertrudes havia encontrado o melhor churrasqueiro da região.
Além de carregar o troféu, Gertrudes e Lodegero tiveram que carregar os prejuízos da festa, as porcelanas quebradas das amigas ,  o cordão de ouro da madrinha Gertrudes perdido , a manga da camisa nova de Lodegero queimada...Fazendo um balanço da festa, a madrinha ainda tinha troco para receber na casa, pois teve que pagar três meses de prestação do cordão de ouro perdido, comprar para o namorido uma camisa nova e pagar as porcelanas...Eta troféu caro! 
Vitória Albuquerque




sábado, 2 de julho de 2016



Picuinhas Clássicas
     A quermesse na Paróquia de Santa Rita de Cássia era a festa mais esperada pelos moradores da  pequena  vila, situada na região conhecida como Colina do Fuxico. O nome Colina do Fuxico, segundo os moradores, surgiu porque  grande parte  da população , para manter relação de boa convivência social e familiar, costumava  reunir-se frequentemente à tardezinha, à frente das casas e ficava horas proseando, rindo, trocando figurinhas, atualizando informações , como dizia minha vozinha , enquanto  ao redor, a criançada brincava de boneca, casinha, cirandinha...Aquela postura costumeira formava uma harmonia sinfônica na identidade do vilarejo.
     A animação no parque da capela era feito por uma bandinha , logo ao lado, no coreto. O arraial enfeitado com bandeirinhas e balões fazia o colorido das  crianças. O casal Charlote e Richar e seus vizinhos Charri e Loquita,  inseparáveis até pelo destino, que lhes possibilitou ter  marido  com graças semelhantes, nunca ficavam sem participar dos festejos de Santa Rita de Cássia. O momento mais aguardado pelos fiéis era a rifa, presenteando a comunidade  com belos prêmios e o leilão, quando era vendido o coração da Santa _  o bolo _  arrematado pelo  maior lance. A quermesse era totalmente beneficente, o lucro com o dinheiro arrecadado era investido em obras de caridade e benfeitorias à comunidade santa-ritense. O festejo acontecia durante o dia e se estendia  até à noite.
      O evento esportivo, também bastante esperado , principalmente pelos homens, era o clássico, Jatobá e Purina, times rivais e veteranos do vilarejo. O critério usado  para ser jogador nas  duas equipes era o uso da aliança. Jogador sem aliança não era escalado. O juiz era o xerife  do lugar, sempre de olho no dedo anelar e no  uniforme completo  dos jogadores.  Assim, em meio a fuxicaria a Vila do Fuxico fazia jus ao nome .

                                                                                                                         Vitória Albuquerque

domingo, 12 de junho de 2016


                

Amor pra recordar
Agora que o namorado partiu cedo demais pra longe e pra nunca mais voltar,
Tudo aquilo ao lado é somente lembranças,
Amor que deixou raízes e nunca
Será diminuído  pelas  avaliações alheias, muito
Menos, por sentimentos rancorosos  disseminados e tom  sarcástico
 No emaranhado diário e conflitante das relações
Onde o dó  é sinônimo de interesses ideológicos e econômicos
E o dó  verdadeiro, quem sente é somente
A família mulher e filha ao lado, pertinho
Driblando na alegria, a dor  na indiferença alheia dos
ditos  seres normais.
Se você tem alguma  fórmula mágica para o
Amor guarde pra si, use pra si e SEJA FELIZ!
Eu amei e nunca precisei de receita mágica. FELICIDADES!





segunda-feira, 16 de maio de 2016

Gente Distinta
Existe todo tipo de gente
Ninguém pode negar
Existe na aurora um encanto
Pra gente romântica apreciar
Seguindo a ordem do dia
A tarde vai esquentar
Aquela gente bonita
Que mora do lado de lá
Aquela gente que luta
E tudo faz pra segurar
As dores, angústias, problemas
Igual a gente de cá
Olhando na janela a paisagem
Agora na  tarde solar
Olha lá o pôr do sol
E o crepúsculo  anunciar
Lá está gente nostálgica, simples
Que adora admirar
A  formosa e bela noite
Cintilando no luar
É o céu presenteando de estrelas a brilhar
Aquela gente distinta
Perto ali a contemplar
É sinal que mais
 Um Dia
 Eu vi acabar.
                                      Vitória Albuquerque


segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Pulando no lar

Seguindo a programação carnavalesca em Cametá brincamos no bloco dos Fantasiados, também tudo em família, incrementado  em um dia bastante chuvoso, e muita ventania ,mas os enfeites no pátio de casa resistiram, pulamos lá mesmo, tudo no lar.

Bloco Barata Voa, carnaval 2016

Após um período letivo cheio de muitas atividades escolares, nada melhor do que brincar e reunir a turma de casa para se divertir juntinho.
Assim foi o meu  carnaval  na bela Cametá, minha terra querida onde residi por um bom tempo e adquiri formação  antes de sair para exercer minhas atividades docentes em Tucuruí, uma cidade também bastante acolhedora que me oportunizou crescer profissionalmente. Foi um carnaval maravilhoso lá ao lado da gente do lado de lá.Assim como eu.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016